O Ministério da Saúde vai aumentar em 15% o valor destinado aos hospitais e clínicas que realizam Terapia Renal Substitutiva (TRS), como a hemodiálise, para o Sistema Único de Saúde (SUS). O reajuste corresponde a R$ 860 milhões. Com o investimento, o governo federal pretende reduzir o tempo de espera para o tratamento.
Os recursos têm como destino 781 hospitais e clínicas que já atendem os pacientes do SUS, além de 48 novos serviços de TRS que o ministério está habilitando para atuação em 16 estados.
Impactos e objetivos do reajuste
O reajuste, uma demanda do setor, é uma das iniciativas do programa Agora Tem Especialistas, que visa a redução do tempo de espera por Terapia Renal Substitutiva, garantindo a manutenção da qualidade dos serviços prestados atualmente.
Segundo o Ministério, a sessão de hemodiálise passa a ter uma remuneração de R$ 277,12, um aumento de 26,84% em relação a 2022, quando o valor era de R$ 218,47. O reajuste começa a valer ainda em março.
Modalidade mista de orçamentação
O percentual maior de reajuste foi possível pela adoção de uma modalidade mista de orçamentação, envolvendo recursos do Orçamento Geral da União e Fundo de Ações Estratégicas e Compensação, além de incentivos financeiros do programa Agora Tem Especialistas.
Outras modalidades de tratamento
Além da hemodiálise, outras modalidades de tratamento, como a diálise peritoneal e a pré-diálise, passarão a ser contempladas pelo Agora Tem Especialistas, ambas com reajustes de 100%. A diálise peritoneal utiliza o próprio corpo para filtrar o sangue, enquanto a pré-diálise envolve acompanhamento médico antes de a diálise ser necessária.
Todos esses reajustes buscam incentivar o aumento da oferta dessas modalidades de Terapia Renal Substitutiva pelos serviços que já atendem o SUS e pelos 48 novos serviços que começam a atuar com os aumentos anunciados.

